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sábado, 1 de outubro de 2011

Birds Are Indie

Birds are indie - "One day" from MPAGDP on Vimeo.



Filmado em Monsanto - Lisboa
13 de Abril de 2011

Realização: Nélia Marquez Martins
Som: Carolina Simões



"Birds Are Indie são um rapaz e uma rapariga que se apaixonaram há 12 anos.
Nenhum deles sabe cantar ou tocar particularmente bem. Ainda assim, cantar e tocar, parece fazer-lhes bem.
É um projecto absolutamente pouco profissional, rudimentar, pouco afinado, nada virtuoso, mas cheio de amor.
Em Junho de 2010 a Mimi Records editou-lhes um EP intitulado ‘Love Birds, Hate Pollen‘. Entretanto, têm outro: ‘Life is Long‘, editado já na mesma netlabel." pelos Birds are Indie"

http://birdsareindie.blogspot.com/

Eddie Vedder - Without You




Song: Without You
Artist: Eddie Vedder
Album: Ukulele Songs
Year: 2011

Birds Are Indie :: Now it's too late




Video for NOW IT'S TOO LATE.
Edited from 'The Rapture' (1941).

Birds are indie - Kitchen Morning

Portugal a pé em 80 dias



"O desejo de conhecer todas as fronteiras portuguesas nasceu na escola primária. Mais de trinta anos depois, Isabel Pessôa-Lopes concretizou o sonho e deu a volta a Portugal a pé em 80 dias."

via
http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1190188.html

Can - Halleluwah




via
http://www.youtube.com/user/ManuelSanPayo

romance de diogo soares - fausto



O Romance de Diogo Soares
Diogo Soares
O grande general
Chamado "o Galego"
O homem dos olhares fatais
Comanda sessenta mil homens
De terras estranhas
Vencendo e lutando
Por quem paga mais
Eficaz nos sermões
Insinuante pois
Ganhou a simpatia
De príncipes e samurais
Já é governador
Do reino de Pegu
Mais forte do que o rei
Mais rico por golpes mestrais.

Naquela cidade
Vivia um mercador
De nome Mambogoá
De fortuna sem fim
E naquele dia
O dia das bodas
Casava uma filha
Com Manica Mandarim
Diogo Soares passou por ali
Ao saber da festa
Felicitou noivos e pais
E a noiva tão linda
Ofereceu-lhe um anel
Agradecendo a honra
Por gestos puros e sensuais
Então o galego
Em vez de guardar
O devido decoro
Prendeu-a e disse-lhe assim:
"Ó moça formosa
És minha, só minha
A ninguém pertences
A ninguém, senão a mim".

O pai Mambogoá
Ao ver pegar o bruto
Tão rijo na filha
Ouvindo este insulto de espanto
Levantou as mãos aos céus
Os joelhos em terra
No retrato da dor
Pedindo e implorando num pranto
"Eu peço-te Senhor
Por reverência a Deus
Que adoras concebido
No ventre sem mancha e pecado
Não tomes minha filha
Não leves meu tesouro
Que eu morro de paixão
Que eu morro tão abandonado".

Mas Diogo Soares
Mandou matar o noivo
Que chorava abraçado
À moça assustada
Tremendo
E a noiva estrangulou-se
Numa fita de seda
Antes que a possuísse
À força o sensual galego
A terra e os ares
Tremeram com os gritos
Do choro das mulheres
Tamanhos que metiam medo
E o pai Mambogoá
Pedindo pelas ruas
Justiça ao assassino
Acorda a cidade em sossego.

Peregrinação, Fausto