«- Como estás?, é uma bela questão. Normalmente respondo - Sei lá, porque não gosto de mentir. E sei lá de facto. Umas vezes estou redondo, outras quadrado, outras cheio de picos, outras liquefeito, outras não estou sequer: deslizo por aí armado em nuvem. - Como estás?, e é impossível responder - Deslizo por aí armado em nuvem» António Lobo Antunes
"Um Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar os nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o... maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo". José Saramago
José Saramago é o único escritor português entre os dez finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura
Caim de José Saramago (1922-2010) é uma das dez obras finalistas candidatas ao Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa que foram anunciadas hoje em São Paulo, no Brasil. Ao lado de Avó Dezanove e o Segredo do Soviético, do angolano Ondjaki, e das obras Leite Derramado de Chico Buarque; O Filho da Mãe, de Bernardo Carvalho; Outra Vida, de Rodrigo Lacerda; Monodrama, de Carlito Azevedo; Lar, de Armando Freitas Filho; Pornopopeia, de Reinaldo Moares; A Passagem Tensa dos Corpos, de Carlos Brito de Mello e Olhos Secos, de Bernardo Ajzenberg. Todos homens, nenhuma escritora. O júri final elege a 8 de Novembro os três livros vencedores. O primeiro receberá 100 mil reais (45.700 euros), o segundo 35 mil reais (15.900 euros) e o terceiro 15 mil (6.800 euros).
Fallece el escritor José Saramago a los 87 años Gran escritor, mejor persona. Honesto e íntegro. Siempre en el recuerdo. El Nobel de Literatura portugués deja obras tan importantes como Ensayo sobre la ceguera, Memorial del convento o El Evangelio según Jesucristo http://www.publico.es/internos/urgent...
Seher unter Blinden José Saramago widmete sich in seinen Büchern stets den kleinen Leuten - in seinem Land galt der portugiesische Literaturnobelpreisträger als schwierig. http://www.sueddeutsche.de/kultur/zum...
José Saramago, la mort d'un Nobel rouge L'écrivain portugais engagé vient de mourir à l'âge de 87 ans. Il avait reçu le prix Nobel de littérature en 1998. Depuis quelques années, ce grand lecteur de Montaigne, de Cervantes et de Kafka alimentait régulièrement un blog dans lequel il ne mâchait pas ses mots. Défenseur de la cause palestinienne, il avait à plusieurs reprises violemment dénoncé la politique israélienne dans les Territoires occupés. L'an dernier, Saramago n'hésitait pas à mettre en cause le chef du gouvernement italien, Silvio Berlusconi, le qualifiant de «délinquant». Saramago le blogueur prolongeait ainsi via Internet la mission qu'il pensait être celle de l'écrivain : tenir un discours sur l'état du monde. http://www.lefigaro.fr/livres/2010/06...
Garzón y Pilar del Río presentarán la biografía de Saramago El juez Baltasar Garzón y la presidenta de la Fundación José Saramago y viuda del escritor, Pilar del Río, presentarán el próximo jueves, 1 de julio, la biografía del premio Nobel escrita por Fernando Gómez Aguilera, cita que tendrá lugar a las 20.30 horas en la Sede de la Fundación César Manrique (FCM), ubicada en la isla de Lanzarote. http://www.europapress.es/cultura/lib...
José Saramago foi o escritor que José Carlos Vasconcelos mais vezes entrevistou. O director do "Jornal de Letras, Artes e Ideias" recordou ao SAPO Livros um José Saramago que se tornou um "símbolo" devido ao seu espírito combativo. Numa visão retrospectiva da carreira do Nobel português, destacou ainda algumas das principais obras de José Saramago.
Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso.
Este mundo não presta,venha outro. Já por tempo de mais aqui andamos A fingir de razões suficientes. Sejamos cães do cão:sabemos tudo De morder os mais fracos, se mandamos, E de lamber as mãos se dependentes.
Na próxima sexta-feira, chega às livrarias uma nova edição do romance A Jangada de Pedra, de José Saramago, destinada a contribuir para a ajuda humanitária às vítimas do sismo no Haiti. O produto da venda do livro é integralmente destinado às vítimas do sismo no Haiti.
«As minhas palavras serão de agradecimento. A Fundação José Saramago teve uma ideia, louvável por definição, mas que poderia ter entrado na história como uma simples boa intenção, mais uma das muitas com que dizem estar calcetado o caminho para o inferno. Era a ideia editar um livro. Como se vê, nada de original, pelo menos em princípio, livros é o que não falta. A diferença estaria em que o produto da venda deste se destinaria a ajudar as vítimas sobreviventes do sismo do Haiti. Quantificar tal ajuda, por exemplo, na renúncia do autor aos seus direitos e numa redução do lucro normal da editora, teria o grave inconveniente de converter em mero gesto simbólico o que deveria ser, tanto quanto fosse possível, proveitoso e substancial. Foi possível. Graças à imediata e generosa colaboração das entidades que participam na feitura e difusão de um livro, desde a fábrica de papel à tipografia, desde o distribuidor ao comércio livreiro, os 15 euros que o comprador gastará serão integralmente entregues à Cruz Vermelha para que os faça seguir ao seu destino. Se chegássemos a um milhão de exemplares (o sonho é livre) seriam 15 milhões de euros de ajuda. Para a calamidade que caiu sobre o Haiti 15 milhões de euros não passam de uma gota de água, mas A Jangada de Pedra (foi este o livro escolhido) será também publicada em Espanha e no mundo hispânico da América Latina. Quem sabe então o que poderá suceder? A todos os que nos acompanharam na concretização da ideia primeira, tornando-a mais rica e efectiva, a nossa gratidão, o nosso reconhecimento para sempre. José Saramago»
É comum a ideia de que os velhos são os conservadores típicos e os jovens são os inovadores. Não é bem assim. Os conservadores mais típicos são os jovens, os que querem viver mas não pensam nem têm tempo para pensar como viver e que, por isso, optam pelo modelo de vida já existente.
Tolstói em O Diabo e Outros Contos (1889-90)