mergulha nos sonhos
ou um lema pode ser teu aluimento
(as árvores são as suas raízes
e o vento é o vento)
confia no teu coração
se os mares se incendeiam
(e vive pelo amor
embora as estrelas para trás andem)
honra o passado
mas acolhe o futuro
(e esgota no bailado
deste casamento a tua morte)
não te importes com o mundo
com quem faz a paz e a guerra
(pois deus gosta de raparigas
e do amanhã e da terra)
E.E. Cummings
in "livrodepoemas"
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domingo, 8 de janeiro de 2012
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Pouco Corpo
Pouco Corpo - Paula Teixeira
http://www.myspace.com/paulateixeirapt/music/songs/pouco-corpo-pta-mp3-72990562
FOTOGRAFIA
http://www.flickr.com/photos/miguel_siqueira/
no tempo há a nobre clemência da proporção
com generosidades para além do acreditar
(embora carne e sangue o acusem de coacção
ou mente e alma o condenem por decepcionar)
os seus caminhos não são nem racionais nem irracionais,
a sua sabedoria anula conflito e entendimento
- os saaras têm os seus séculos; dez mil
dos quais são mais pequenos do que para a rosa um momento
há tempo para rir e há tempo para chorar -
para a esperança para o desespero para a paz para a saudade
- um tempo para crescer e um tempo para morrer:
uma noite para o silêncio e um dia para cantar
mas mais do que tudo (como os teus mais do que olhos
me dizem) há um tempo para a eternidade
e.e. cummings
in "livrodepoemas"
tradução de Cecília Rego
http://www.myspace.com/paulateixeirapt/music/songs/pouco-corpo-pta-mp3-72990562
FOTOGRAFIA
http://www.flickr.com/photos/miguel_siqueira/
no tempo há a nobre clemência da proporção
com generosidades para além do acreditar
(embora carne e sangue o acusem de coacção
ou mente e alma o condenem por decepcionar)
os seus caminhos não são nem racionais nem irracionais,
a sua sabedoria anula conflito e entendimento
- os saaras têm os seus séculos; dez mil
dos quais são mais pequenos do que para a rosa um momento
há tempo para rir e há tempo para chorar -
para a esperança para o desespero para a paz para a saudade
- um tempo para crescer e um tempo para morrer:
uma noite para o silêncio e um dia para cantar
mas mais do que tudo (como os teus mais do que olhos
me dizem) há um tempo para a eternidade
e.e. cummings
in "livrodepoemas"
tradução de Cecília Rego
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