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segunda-feira, 25 de abril de 2011

acredito

“acredito na Ressurreição

dos livros

e acredito que no Céu

haja bibliotecas

e se possa ler e escrever”.


Adília Lopes



http://youtu.be/ObL11AOeBhc


Grândola Vila Morena - Amália Rodrigues

Grândola vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti ó cidade
Dentro de ti ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Grándola, villa morena (En castellano)

Grándola, villa morena,
tierra de la fraternidad;
el pueblo es quien más ordena,
dentro de ti. Oh, ciudad.

Dentro de ti, oh, ciudad,
el pueblo es quien más ordena;
tierra de la fraternidad,
Grándola, villa morena.

En cada esquina un amigo,
en cada rostro, igualdad.
Grándola, villa morena,
tierra de la fraternidad.

Tierra de la fraternidad,
Grándola, villa morena;
en cada rostro, igualdad,
el pueblo es quien más ordena.

A la sombra de una encina
de la que ya no sabía la edad,
juré tener por compañera,
Grándola, tu voluntad.

Grándola, tu voluntad,
juré tener por compañera,
a la sombra de una encina
de la que ya no sabía la edad.

Información sobre la canción
Español: http://es.wikipedia.org/wiki/Grândola%2C_Vila_Morena

Português: http://pt.wikipedia.org/wiki/Grândola%2C_Vila_Morena

domingo, 19 de setembro de 2010

POESIA AUTORES - Língua Portuguesa

Amaral, Ana Luisa Contemporary Poetry Portugal
Ângelo, Kalaf Contemporary Poetry Angola
Antunes, Arnaldo Contemporary Poetry Brazil
Artur, Armando Contemporary Poetry Mozambique
Beja, Olinda Contemporary Poetry Sao Tome and Principe
Britto, Paulo Henriques Contemporary Poetry Brazil
Cruz, Gastão Contemporary Poetry Portugal
Cuti Contemporary Poetry Brazil
Domeneck, Ricardo Contemporary Poetry Brazil
Freitas, Angélica Contemporary Poetry Brazil
Lopes, Adília Contemporary Poetry Portugal
Lucchesi, Marco Contemporary Poetry Brazil
Maimona, João Contemporary Poetry Angola
Mexia, Pedro Contemporary Poetry Portugal
Patraquim, Luís Carlos Contemporary Poetry Mozambique
Pinto de Almeida, Bernardo Contemporary Poetry Portugal
Sena-Lino, Pedro Contemporary Poetry Portugal
Tamen, Pedro Contemporary Poetry Portugal
Tavares, Ana Paula Contemporary Poetry Angola
Tavares, Gonçalo M. Contemporary Poetry Portugal
Tcheka, Tony Contemporary Poetry Guinea-Bissau
Teixeira, Paulo Contemporary Poetry Portugal


http://lyrikline.org/index.php?id=59&L=1&author=aa09&cHash=c3548e3cf2


Adília Lopes

O vestido cor de salmão

Ai de mim estreei o vestido cor de salmão
no primeiro baile a que fui
durante o baile fiquei sentada numa cadeira
ninguém me convidou para dançar
a uma rapariga importuna
que me perguntou porque é que eu
não dançava
respondi eu não sei dançar
ela insistiu comigo para que eu
bebesse uma taça de champagne
eu acedi
mas não foi dessa vez que bebi champagne
pela primeira vez
porque a rapariga entornou a taça
no meu colo
julgo que propositadamente
com a nódoa o vestido deixou de ser para bom
passou a ser para bater
durante uma viagem curta de comboio
uma faúlha do comboio (que era a lenha)
queimou-o no punho
foi fácil substituir o punho
porque no Penim onde a minha mãe tinha comprado
o corte de tecido cor de salmão
ainda havia esse tecido cor de salmão
mas durante um passeio à praia
sentei-me numa rocha
a ao levantar-me precipitadamente
por ver que ia rebentar uma trovoada
o vestido ficou preso à rocha
e rasgou-se irremediavelmente
ao despi-lo vi que o vestido tinha já
a forma do meu corpo
rasguei-o em pedaços
e guardei os pedaços
na cesta dos trapos
de um dos pedaços fez-se um vestido
para a boneca da minha irmã mais nova
e deste mais tarde fez-se um vestido
para a filha da boneca da minha irmã mais nova
que era uma boneca mais pequena
que caiu a um poço

ouvir o poema pela voz da autora:
http://lyrikline.org/index.php?id=162&L=1&author=al02&show=Poems&poemId=2154&cHash=dc227d1619

domingo, 4 de abril de 2010

A Grande Porca









Memória para Esther Greenwood


Vou tomar um banho quente
medito no banho
a água deve estar muito quente
tão quente que deves aguentar
com dificuldade
o pé dentro de água
então desces o teu corpo
centímetro a centímetro
até que a água chegue ao pescoço
lembro-me dos tectos
por cima de todas as banheiras
em que estive
lembro-me da textura dos tectos
das rachas
e das cores
e das lâmpadas
também me lembro das banheiras
nunca me sinto tanto eu mesma
como quando estou dentro de um banho quente
não acredito no baptismo
nem nas águas do Jordão
nem em nenhuma coisa desse género
mas pressinto que para mim
um banho quente
é como a água sagrada
para essas pessoas religiosas
quanto mais tempo permaneço na água quente
mais pura me sinto
e quando me embrulho numa toalha
grande branca macia
sinto-me pura e fresca
como um recém-nascido

Primeiro poema do primeiro livro de poesia publicado por
Adília Lopes