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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

LEITURAS

Título: Nunca te deixarei morrer
Autor: Alexandra Quadros


Sinopse

Numa noite de grande ventania, uma mulher de cabelos cor de fogo decide construir uma filha de raiz. Assim se ergue a Casa do Sol e da Lua, primeira e sólida descendente do amor de um casal. Mas o seu nascimento traz uma verdadeira filha biológica; e com esta inicia-se um confronto sem tréguas entre a natureza protectora de uma e o poderoso carácter destruidor da outra. Esta é a história da alma de uma casa, contada na primeira pessoa; uma história que demonstra que, por detrás das paredes, pode haver muito mais do que simples vigas, betão, pedra e madeira. Numa noite de grande ventania, uma mulher de cabelos cor de fogo decide construir uma filha de raiz. Assim se ergue a Casa do Sol e da Lua, primeira e sólida descendente do amor de um casal. Mas o seu nascimento traz uma verdadeira filha biológica; e com esta inicia-se um confronto sem tréguas entre a natureza protectora de uma e o poderoso carácter destruidor da outra. Esta é a história da alma de uma casa, contada na primeira pessoa; uma história que demonstra que, por detrás das paredes, pode haver muito mais do que simples vigas, betão, pedra e madeira.

via
http://www.versodakapa.pt/livro_detalhe.asp?idLivro=159

domingo, 19 de setembro de 2010

POESIA AUTORES - Língua Portuguesa

Amaral, Ana Luisa Contemporary Poetry Portugal
Ângelo, Kalaf Contemporary Poetry Angola
Antunes, Arnaldo Contemporary Poetry Brazil
Artur, Armando Contemporary Poetry Mozambique
Beja, Olinda Contemporary Poetry Sao Tome and Principe
Britto, Paulo Henriques Contemporary Poetry Brazil
Cruz, Gastão Contemporary Poetry Portugal
Cuti Contemporary Poetry Brazil
Domeneck, Ricardo Contemporary Poetry Brazil
Freitas, Angélica Contemporary Poetry Brazil
Lopes, Adília Contemporary Poetry Portugal
Lucchesi, Marco Contemporary Poetry Brazil
Maimona, João Contemporary Poetry Angola
Mexia, Pedro Contemporary Poetry Portugal
Patraquim, Luís Carlos Contemporary Poetry Mozambique
Pinto de Almeida, Bernardo Contemporary Poetry Portugal
Sena-Lino, Pedro Contemporary Poetry Portugal
Tamen, Pedro Contemporary Poetry Portugal
Tavares, Ana Paula Contemporary Poetry Angola
Tavares, Gonçalo M. Contemporary Poetry Portugal
Tcheka, Tony Contemporary Poetry Guinea-Bissau
Teixeira, Paulo Contemporary Poetry Portugal


http://lyrikline.org/index.php?id=59&L=1&author=aa09&cHash=c3548e3cf2


Adília Lopes

O vestido cor de salmão

Ai de mim estreei o vestido cor de salmão
no primeiro baile a que fui
durante o baile fiquei sentada numa cadeira
ninguém me convidou para dançar
a uma rapariga importuna
que me perguntou porque é que eu
não dançava
respondi eu não sei dançar
ela insistiu comigo para que eu
bebesse uma taça de champagne
eu acedi
mas não foi dessa vez que bebi champagne
pela primeira vez
porque a rapariga entornou a taça
no meu colo
julgo que propositadamente
com a nódoa o vestido deixou de ser para bom
passou a ser para bater
durante uma viagem curta de comboio
uma faúlha do comboio (que era a lenha)
queimou-o no punho
foi fácil substituir o punho
porque no Penim onde a minha mãe tinha comprado
o corte de tecido cor de salmão
ainda havia esse tecido cor de salmão
mas durante um passeio à praia
sentei-me numa rocha
a ao levantar-me precipitadamente
por ver que ia rebentar uma trovoada
o vestido ficou preso à rocha
e rasgou-se irremediavelmente
ao despi-lo vi que o vestido tinha já
a forma do meu corpo
rasguei-o em pedaços
e guardei os pedaços
na cesta dos trapos
de um dos pedaços fez-se um vestido
para a boneca da minha irmã mais nova
e deste mais tarde fez-se um vestido
para a filha da boneca da minha irmã mais nova
que era uma boneca mais pequena
que caiu a um poço

ouvir o poema pela voz da autora:
http://lyrikline.org/index.php?id=162&L=1&author=al02&show=Poems&poemId=2154&cHash=dc227d1619

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

MESTRES

"Na caminhada da vida fazemos sucessivamente reflexões.
Parte dessas reflexões são resultantes das “pontes” que estabelecemos entre a prática de vida e alguns ensinamentos colhidos dos “mestres” que vamos elegendo.
Confesso que tenho ainda necessidade de “mestres”. Terei sempre necessidade deles por mais que me digam que temos que ser, ou descobrir, a capacidade de sermos mestres de nós próprios.
De Cristo, Séneca, Rilke, Pessoa, Eugénio de Andrade, a algumas pessoas de dons especiais que tenho encontrado na vida, e que, na vida, não resisto a eleger como autênticos mestres, todos eles são muito importantes para mim.
Cristo tem-me ensinado “Amor”. O incondicional.
Séneca, filósofo, escritor e político romano do início do sec I d.c. ensinou-me, nas suas cartas a Lucílio, o quanto podemos e temos ainda a aprender com os sábios da antiguidade e o quanto se mantêm actuais muitas das suas reflexões.
Os poetas de que falo e tantos outros têm-me ensinado a beleza e a complexidade humana expressas na palavra, assim como a genialidade e a simplicidade da poesia, a verdade que ela contém do nosso dia a dia, assim como a importância de sermos nós a descobrir a riqueza do nosso quotidiano, isento de culpa quando nos parece pobre.
As pessoas, essas de dons especiais que tenho encontrado na vida e que elegi como mestres, procuro que saibam o que representam para mim. Não resisto a dizer-lhes o que sinto, pela profunda gratidão que me despertam… e porque, de facto, o são.
Essas pessoas de que falo e algumas outras que vou tendo o privilégio de conhecer têm-me ensinado a ver a vida da forma que o espanto permite.
Surpreendem-me. Tocam-me. Estimulam-me reflexões. Fazem-me parar e prosseguir. Saborear. Sorrir. Chorar, porque não? E mudar, descobrir, perder, encontrar, fazer… Viver!
Obrigada a todos quantos, de forma directa são meus amigos e continuam disponíveis para uma conversa ou partilha de silêncios.
Obrigada também àqueles que não conheço pessoalmente mas que leio e me transportam, como o valter hugo mãe, o José Luís Peixoto, o Mia Couto, entre tantos outros.
Hoje não resisto a um agradecimento muito especial à Zilda Cardoso, pela sua coragem de partilhar no seu blog um texto como “o dia seguinte”, entre tantos outros.
Reflexões intimistas de expressão tão poética quanto verdadeira e realista.
Toca-me profundamente.
(http://zildacardoso.blogs.sapo.pt

)
É bom descobrirmos “mestres” e sabermos que estão por aí. Vivos, despertos. Dispostos a partilhar
."

Lido aqui:
http://inescrever.wordpress.com/

quinta-feira, 22 de julho de 2010

LIVRO DE CABECEIRA

"Passo a passo, folha a folha, histórias contadas e por contar. A rádio vasculha a mesa de cabeceira e, entre o candeeiro e a gaveta, descobre o bálsamo de alguém que deixou escrito o que podia ter dito. Os autores de hoje e de anteontem em palavras suspensas no éter. Livro de Cabeceira - sextas às 20h e sábados à meia noite na Rádio Universidade de Coimbra (Portugal), leitura marcada em 107.9fm. Previne a miopia e alarga o léxico. Recomendado pelos melhores especialistas: os líricos."

Mais informações via

http://www.ruc.pt/


http://mesadecabeceira.blogspot.com/


http://livrodecabeceira.mypodcast.com/index.html