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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Hypnosis in Cancer Care

----------http://www.stopcancerportugal.com/ "Para a Sociedade Britânica de Psicologia, o termo “hipnose” assinala a relação que se dá entre uma pessoa, o “hipnotizador”, e outra pessoa, ou pessoas, o “sujeito” ou “sujeitos”. Nesta interação, o hipnotizador tenta atuar ao nível da perceção, dos sentimentos, dos pensamentos e dos comportamentos dos sujeitos, pedindo-lhes que se concentrem numa ideia ou imagem capazes de provocar os efeitos que se pretendem atingir. A comunicação verbal que o hipnotizador utiliza para atingir esses efeitos designa-se por sugestão. As sugestões implicam que as respostas experimentadas pelos sujeitos tenham um carácter involuntário ou se experimentem sem esforço. Os sujeitos podem aprender a desenvolver os procedimentos hipnóticos sem a necessidade do hipnotizador, processo este denominado “auto-hipnose”. O grau de sugestão que o sujeito possa ter, parece ser uma variável que determina a eficácia da hipnose e dos seus efeitos a longo prazo. Em adultos com cancro, sujeitos a uma variedade de situações stressantes e de tratamentos, foi demonstrado, em vários estudos que, a hipnose reduz o “mal-estar”. Esses estudos foram conduzidos por uma série de investigadores que usaram vários tipos de desenhos experimentais. Para além da eficácia comprovada da hipnose na gestão e controlo dos sintomas da doença e nos efeitos agressivos dos tratamentos, é também segura, não apresentando nenhum efeito secundário na interação com os tratamentos médicos. Normalmente, os pacientes desfrutam da experiência hipnótica, obtendo um alívio sem efeitos desagradáveis. Não existe qualquer redução no funcionamento normal ou da capacidade mental por efeito da aplicação da hipnose. É uma habilidade que o individuo pode, facilmente, aprender, fornecendo um sentido de domínio e controlo sobre os seus problemas e sentimentos, tais como: o desamparo e a impotência. Outro benefício adicional é que a hipnose pode ser generalizada para muitas outras circunstâncias. O doente que aprende hipnose pode controlar a dor, as náuseas, os vómitos e pode aplicar os seus conhecimentos para diminuir a angústia da insónia e ansiedade. Os doentes com cancro podem beneficiar bastante da aplicação da hipnose nas unidades de oncologia dos hospitais. Em termos de prática clínica, para que haja um controlo ideal dos sintomas dos doentes é necessário requerer uma abordagem integrada entre o tratamento médico e psicológico. A hipnose é uma psicoterapia que se pode tornar integrante na abordagem ao tratamento multidisciplinar do cancro." Referência Bibliográfica: Liossi, C. (2006). Hypnosis in Cancer Care. Contemporary Hypnosis, 23 (1), 47-57. via http://www.stopcancerportugal.com/

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Jorge Amado

«O mundo só vai prestar
Para nele se viver
No dia em que a gente ver
Um gato maltês casar
Com uma alegre andorinha
Saindo os dois a voar
O noivo e sua noivinha
Dom Gato e Dona Andorinha»
Jorge Amado



terça-feira, 21 de agosto de 2012

d_a

http://diarioanacronico.blogspot.pt/

sábado, 19 de maio de 2012

Observações necessárias

Necessary Facts Observations, reports, and discoveries that are true of necessity because they are perceivable and reasonable, empirical and logical, evidentiary and rational, synthetic and analytic. Truths are objective statements. http://necessaryfacts.blogspot.pt/

quarta-feira, 14 de março de 2012

Montesquieu

sala de leitura


"Não há desgosto que uma hora de leitura não desvaneça."
Montesquieu

terça-feira, 6 de março de 2012

Oscar Wilde

entre gerações 048.JPG



"Os jovens, hoje em dia, imaginam que o dinheiro é tudo e, quando ficam velhos, descobrem que é isso mesmo."

Oscar Wilde

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Valter Hugo Mãe

”Um problema de ser-se velho é o de julgarem que ainda devemos aprender coisas quando, na verdade, estamos a desaprendê-las, e faz todo sentido que assim seja para que nos afundemos inconscientemente na iminência do desaparecimento. A inconsciência apaga as dores, claro, e apaga as alegrias, mas já não são muitas as alegrias e no resultado da conta é bem visto que a cabeça dos velhos se destitua da razão para que, tão de frente à morte, não entremos em pânico. A repreensão contínua passa por essa esperança imbecil de que amanhã estejamos mais espertos quando, pelas leis mais definidoras da vida, devemos só perder capacidades. A esperança que se deposita na criança tem de ser inversa a que nos dirige. E quando eu fico bloqueado, tão irritado com isso, sem dúvida, não é por estar imaturo e esperar vir a ser melhor, é por estar maduro de mais e como que apodrecendo, igual aos frutos. Nós sabemos que erramos e sabemos que, na distração cada vez maior, na perda de reflexos e de agilidade mental, fazemos coisas sem saber e não as fazemos por estupidez. Fazemos por descoordenação entre o que está certo e o que nos parece certo e até sabemos que isso de certo ou errado é muito relativo. É tudo mais forte do que nós.”

(Valter Hugo Mãe – A Máquina de Fazer Espanhóis)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Monsieur Monod não sabe cantar

Monsieur Monod não sabe cantar
tradução de Angélica Freitas

meu querido
me lembro de ti como a melhor canção
essa apoteose de galos e estrelas que já não és
que já não sou que já não seremos
e contudo sabemos muito bem ambos
que falo pela boca pintada do silêncio
com agonia de mosca
no final do verão
e por todas as portas mal fechadas
conjurando ou chamando esse vento aleivoso da memória
esse disco arranhado antes de usar
tingido segundo o humor do tempo
e suas velhas doenças
ou de vermelho
ou de preto
como um rei em desgraça na frente do espelho
na véspera
e amanhã e depois de amanhã e sempre

noite que te precipitas
(assim deveria dizer a canção)
carregada de presságios
cadela insaciável (un peu fort)
mãe esplêndida (plus doux)
parideira e descalça sempre
para não ser escutada pelo néscio que em ti crê
para melhor esmagar o coração
do desvelado
que se atreve a ouvir o passo arrastado
da vida
da morte
uma casca de mosquito uma torrente de plumas
uma tempestade num copo de vinho
um tango

a ordem altera o produto
erro do maquinista
podre técnica continuar vivendo tua história
ao contrário como no cinema
um sonho grosso
e misterioso que se adelgaça
the end is the beginning
uma luzinha vacilante como a esperança
cor de clara de ovo
com cheiro de peixe e más intenções
obscura boca-de-lobo que te leva
de Cluny ao Parque Salazar
esteira rolante tão veloz e tão negra
que já não sabes
se és ou te fazes de vivo
ou de morto
e sim uma flor de ferro
como um último bocado torto e sujo e lento
para melhor devorar-te

meu querido
adoro tudo o que não é meu
tu por exemplo
com tua pele de asno sobre a alma
e essas asas de cera que te dei
e que jamais te atreveste a usar
não sabes como me arrependo de minhas virtudes
já não sei o que fazer com a minha coleção de chaves falsas
e mentiras
com minha indecência de menino que deve terminar este conto
agora já é tarde
porque a recordação como as canções
a pior a que quiseres a única
não resiste a outra página em branco
e não tem sentido que eu esteja aqui
destruindo
o que não existe

meu querido
apesar disso
tudo continua igual
o arrepio filosófico depois do chuveiro
o café frio o cigarro amargo O Lodo Verde
no Montecarlo
continua livre para todos os públicos a vida perdurável
intacta a estupidez das nuvens
intacta a obscenidade dos gerânios
intacta a vergonha do alho
os pardaizinhos cagando divinamente em pleno céu
de abril
Mandrake criando coelhos em algum círculo
do inferno
e sempre a patinha de caranguejo presa
na trapaça do ser
ou do não ser
ou de não quero isto mas aquilo
tu sabes
essas coisas que nos acontecem
e que devem ser esquecidas para que existam
por exemplo a mão com asas
e sem mão
a história do canguru – aquela da bolsa ou a vida –
ou a do capitão preso na garrafa
para sempre vazia
e o ventre vazio mas com asas
e sem ventre
tu sabes
a paixão a obsessão
a poesia a prosa
o sexo o êxito
ou vice-versa
o vazio congênito
o ovinho pintado
entre milhões e milhões de ovinhos pintados
tu e eu
you and me
toi and moi
tea for two na imensidão do silêncio
no mar intemporal
no horizonte da história
porque ácido ribonucleico somos
mas ácido ribonucleico apaixonado sempre

Blanca Varela

§


http://revistamododeusar.blogspot.com/2011/09/pequeno-artigo-no-jornal-o-globo-sobre.html




http://revistamododeusar.blogspot.com/2011/09/pequeno-artigo-no-jornal-o-globo-sobre.html

http://revistamododeusar.blogspot.com/2009/05/blanca-varela-1926-2009.html

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Primavera

Tudo me interessa e nada me prende - Fernando Pessoa


http://soniafs.blogspot.com/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Nasa discovers a "new heart"




Nasa descobre um "novo núcleo"

via
http://wwwmeditacaonapastelaria.blogspot.com/

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Quem decide é o nosso caráter

"Circunstâncias e decisão são os dois elementos radicais de que se compõe a vida. A circunstância — as possibilidades — é o que de nossa vida nos é dado e imposto. Isso constitui o que chamamos o mundo. A vida não elege seu mundo, mas viver é encontrar-se, imediatamente, num mundo determinado e insubstituível: neste de agora. Nosso mundo é a dimensão de fatalidade que integra nossa vida. Mas esta fatalidade vital não se parece com a mecânica. Não somos arremessados para a existência como a bala de um fuzil, cuja trajectória está absolutamente predeterminada. A fatalidade em que caímos ao cair neste mundo — o mundo é sempre este, este de agora — consiste em todo o contrário. Em vez de impor-nos uma trajectória, impõe-nos várias e, consequentemente, força-nos... a eleger. Surpreendente condição a da nossa vida! Viver é sentir-se fatalmente forçado a exercitar a liberdade, a decidir o que vamos ser neste mundo. Nem um só instante se deixa descansar nossa actividade de decisão. Inclusive quando desesperados nos abandonamos ao que queira vir, decidimos não decidir.



É, pois, falso dizer que na vida “decidem as circunstâncias”. Pelo contrário: as circunstâncias são o dilema, sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso caráter."


José Ortega y Gasset



Um dado estatístico in A Rebelião das Massas

ver
http://philolibrorum.blogspot.com/2009/12/rebeliao-das-massas-jose-ortega-y.html

domingo, 16 de outubro de 2011

Mecanismo Europeu de Estabilidade




"O tratado do MEE será tornado definitivo quando os Parlamentos dos 17 países da zona euro o tiverem ratificado. Espera-se que o façam entre esta data e 31 de Dezembro de 2011.


O que é esta aberração?
Esta foi a minha primeira reacção quando vi este vídeo. Isso não é possível. Uma organização que pode esvaziar os cofres dos Estados quando lhe aprouver? Vivemos nós num país democrático? Para me certificar examinei os textos oficiais, ou seja, o tratado que estabelece o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE ou, na sigla em inglês, ESM)."



http://resistir.info/europa/novo_ditador_europeu.html

domingo, 2 de outubro de 2011

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A problemática do insucesso escolar

vítor sil e joão lopes_os professores face à problemática do insucesso escolar, suas atitudes, percepções e...





http://pt.scribd.com/esc20092011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O Avesso das Coisas



Carlos Drummond de Andrade - O Avesso Das Coisas





http://pt.scribd.com/doc/54241770/Carlos-Drummond-de-Andrade-O-Avesso-Das-Coisas

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Boletim dos Professores



http://issuu.com/boletimdosprofessores/docs/boletimdosprofessores

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Do it your self

"Communicating the subtleties of a craft technique, like putting a zipper into a garment or throwing a clay pot, can be challenging even when working side by side. Yet How-To content—including text, images, animations, and videos—is available online for a wide variety of crafts."

http://www.saveknitting.com


http://diy.blogs.ua.sapo.pt/383.html

terça-feira, 12 de julho de 2011

Eça

"O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição ...que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não existe nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Já se não crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos vão abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima a baixo! Todo o viver espiritual, intelectual, parado. O tédio invadiu as almas. A mocidade arrasta-se, envelhecida, das mesas das secretarias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce... O comércio definha. A indústria enfraquece. O salário diminui.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo."

Eça de Queiroz
"Uma Campanha Alegre" /1871 "Os Maias"