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quarta-feira, 10 de julho de 2013

O corpo e a mente

 




«O corpo está entre os principais conceitos da Educação Física, ele motiva reflexões sobre essa educação que propõe uma mente sã e um corpo são. Esse célebre adágio do literato latino Juvenal nos mostra que, já na cultura clássica, havia preocupação pelo corpo e pelo espírito. O que nos faz constatar que desde os primórdios aos nossos dias, a educação por meio da atividade física esteve ligada ao propósito de cuidar do corpo.

Em tempos em que é comum vermos o corpo tomado como objeto e sendo mecanicamente preparado para obter altos rendimentos, aperfeiçoado segundo padrões de estética e de performances,visando à obtenção do corpo modeladamente perfeito, faz-se urgente o estudo desse fenômeno. Pois, compreendido como produto e negligenciado em seus aspectos essenciais pela própria Educação Física (quem sabe, pela exaustão de suas teorias) nos propomos a perguntar pelo corpo no que tange sua existência mundana, histórica e cultural. De modo que, seria insuficiente a análise do corpo apenas como um organismo, explicado pela mecânica do movimento ou do gesto esportivo. Há de se colocar a questão do corpo no campo filosófico, no qual a separação corpo-consciência e problema ainda está em aberto.

O homem sempre teve dificuldade de compreender a si mesmo como uma unidade. Por questões míticas ou religiosas sempre se entendeu composto de duas partes distintas e separadas: o corpo (material, físico) e a alma (espiritual, consciente ou intelectual). Essa cisão parte do princípio de que o ser humano se dá em dois cotos, em que, o primeiro é o corpo e o outro o intelecto1. A esse fenômeno chamaremos dicotomia psicofísica, o que remonta à dualidade sujeito e objeto (ou seja, o homem e o mundo), tradicional ao pensamento fi- losófico. Esses elementos integram questões que habitam a pauta dos filósofos desde a antiguidade, como podemos ver em uma contextualização de alguns autores da história da Filosofia.

A referida dualidade já aparece no pensamento grego no século IV a.C.. Com Platão (428 – 348 a.C.), ela parte do pressuposto que a alma, antes de se encarnar, teria vivido a contemplação do mundo das idéias. Após isso, a alma decairia desse mundo encarnando em um corpo que, para o autor consistiria em um invólucro desta. Aprisionada no corpo, a alma humana se degradaria em duas, a primeira superior (a alma intelectiva); a outra inferior (a alma do corpo).

À luz do método fenomenológico o corpo é tomado como um fenômeno, na medida em que a consciência é unidade com seu mundo

REPRODUÇÃO
René Descartes desenvolveu suas idéias duvidando da realidade do mundo e do corpo, até chegar à primeira verdade indubitável: o cogito. Assim, fez emergir o sujeito, constituído de duas substâncias, uma de natureza espiritual, que é o pensamento; outra de natureza material, que é o corpo

Essas idéias contrastam com certas concepções da filosofia de Platão. Por exemplo: em uma cultura como a helênica, na qual tem berço não só a filosofia mais os esportes olímpicos, o autor não poderia deixar de valorizar a ginástica. Mas, mesmo isso, confirmaria a superioridade da alma sobre o corpo. Para o filósofo, a Educação Física (ginastiké) traria o equilíbrio entre estas partes, pondo o corpo na posse de saúde perfeita e permitindo que a alma se desprenda do mundo do corpo e dos sentidos para concentrar na contemplação das idéias. O que não faz que o filósofo deixe de entender as coisas do mundo em sua multiplicidade como derivadas das idéias, ou seja, a cada aspecto do mundo dos fenômenos corresponderia a uma essência imutável no mundo das idéias.

Mesmo na Grécia clássica, o conceito de corpo e de ginástica, são mais que objeto e exercício, ambos compõem a cultura da beleza e do bem (Platão demonstra que, em sua juventude, admirava a beleza física, mas, com o amadurecimento, descobriu que a beleza da alma é mais preciosa que a do corpo). Todavia, as concepções do pensamento de Platão, embora tenham tido grande penetração em sua época e influenciado escolas filosóficas posteriores, não eram unânimes. Divergindo de Platão, seu discípulo Aristóteles (384 -322 a.C.) reconhecia o papel do corpo e dos sentidos no conhecimento, não o considerando “cárcere da alma”.

Séculos adiante, a Igreja exercia grande influência política e econômica na população e não permitia que houvesse preocupação com o corpo, considerando- o. Nessa época, mais tarde denominada por alguns teóricos do Renascimento como o “período das trevas”, o corpo, no âmbito religioso, ocupava lugar de subordinação, sendo alvo de punição e de regulação. Esse desprezo pelo corpo inferioriza-o, fazendo com que ele fosse visto como a prisão da alma e o responsável pelas faltas cometidas.

Durante o período medieval, os problemas filosóficos em relação ao corpo continuaram a estar no foco do debate entre pensadores. Contudo, a fi- losofia propriamente dita era dependente da teologia. Para a doutrina cristã, determinante dessa compreensão teológica, o corpo era considerado sinal de pecado e degradação, acerca disso se desenvolveram práticas de purificação estimuladas pelo ascetismo (doutrina moral que desvaloriza os aspectos corpóreos e sensíveis do homem, ou ainda, mortificação da carne e a purificação corpórea).

Santo Agostinho (354-430 d.C.) partiria de algumas dessas compreensões teológicas, entretanto, teve seu pensamento influenciado por Platão ao considerar o homem uma mistura de alma e corpo, vendo a alma como interioridade, como autoconsciência. Isso fez com que Agostinho contrariasse a compreensão comum que a teologia teria do corpo, propondo idéias que dignificavam o corpo humano, ao pensá-lo como entreposto do espírito. Com esse filósofo, fica marcado o esforço de não perder de vista a corporeidade humana como um fenômeno factual, imanente e relativo à vida, mesmo contrariando uma teologia exacerbada.

Com tudo isso, em grande parte do Medievo, havia tabus endossados pela Igreja acerca do corpo e seu conhecimento. Isso atrasou em séculos o avanço, não só das ciências médicas, como também das antropologias. Apenas tardiamente surgiria um olhar livre de censuras do homem sobre si próprio. O olhar da consciência racional possibilitado com o Renascimento fez outro entendimento do corpo, considerando- o objeto da ciência, em sua natureza física e biológica.

Apenas com a Revolução Científica do século XVII, especificamente com René Descartes (1596 - 1650 d.C.) dar-se-ia uma filosofia independente da tradição cristã e novamente original. Depois dos gregos, o sistema cartesiano inaugura um conceito novo de homem, de mundo e de Deus.»

via

http://www.revistafilosofia.com.br/ESFI/Edicoes/17/artigo70334-1.asp

sábado, 18 de fevereiro de 2012

sótão

http://www.estudioraposa.com/index.php/14/02/2012/popol-vuh-mito-da-criacao-excerto/




http://www.historiadodia.pt/pt/index.aspx

http://sotaodaines.chrome.pt/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Nasa discovers a "new heart"




Nasa descobre um "novo núcleo"

via
http://wwwmeditacaonapastelaria.blogspot.com/

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A problemática do insucesso escolar

vítor sil e joão lopes_os professores face à problemática do insucesso escolar, suas atitudes, percepções e...





http://pt.scribd.com/esc20092011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Boletim dos Professores



http://issuu.com/boletimdosprofessores/docs/boletimdosprofessores

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Do it your self

"Communicating the subtleties of a craft technique, like putting a zipper into a garment or throwing a clay pot, can be challenging even when working side by side. Yet How-To content—including text, images, animations, and videos—is available online for a wide variety of crafts."

http://www.saveknitting.com


http://diy.blogs.ua.sapo.pt/383.html

terça-feira, 12 de julho de 2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

O ser humano, a mente humana é infinitamente poderosa e frágil João Luís Carrilho da Graça http://www.falarglobal.com/final/

terça-feira, 22 de março de 2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011

VIANA DO CASTELO

http://olhares.aeiou.pt/romaria_de_fe_foto913757.html



Cabem numa redondilha
Três palavras de encantar
Que só Viana perfilha: BELEZA, NOBREZA e MAR
”.

António Manuel Couto Viana

http://www.mvvc.ipvc.pt/

sábado, 26 de fevereiro de 2011

AICEP - Miguel Torga

"As pessoas afivelam uma máscara, e ao cabo de alguns anos acreditam piamente que é ela o seu verdadeiro rosto. E quando a gente lha arranca, ficam em carne viva, doridas e desesperadas, incapazes de compreender que o gesto violento foi a melhor prova de respeito que poderíamos dar." Miguel Torga



Geme o restolho, triste e solitário
a embalar a noite escura e fria
e a perder-se no olhar da ventania
que canta ao tom do velho campanário

Geme o restolho, preso de saudade
esquecido, enlouquecido, dominado
escondido entre as sombras do montado
sem forças e sem cor e sem vontade

Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda

Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar pra aprender a viver

e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração

Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda

Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar pra aprender a viver

e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração

Mafalda Veiga - Restolho (1987)



A aicep Portugal Global é a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

AICEP vai criar portal único:


http://www.i-gov.org/


http://www.nofemininonegocios.com/



http://www.portugalglobal.pt

http://www.inovcontacto.pt

http://www.youtube.com/aicepportugalglobal

http://www.twitter.com/aicep

http://www.flickr.com/portugalglobal

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

subsidiência

Em geologia, geografia e topografia subsidência refere-se ao movimento de uma superfície (geralmente a superfície da Terra) à medida que ela se desloca para baixo relativamente a um nível de referência, como seja o nível médio do mar. O oposto de subsidência é o levantamento tectónico, que resulta num aumento da elevação. Em meteorologia e climatologia o termo é aplicado ao movimento descendente de massas de ar.

Tipos de subsidência na superfície terrestre

Subsidência por colapso

Ocorre comumente em cavidades feitas pelo Homem, como túneis, poços e pedreiras subterrâneas. Também é frequente em terrenos de karst, em que a dissolução do calcário causada pelo fluxo de água subterrânea leva à formação de grutas. Se a resistência da rocha que constitui as paredes destas cavidades diminui substancialmente, pode ocorrer o seu colapso com consequente movimento dos materiais que se encontram por cima em direcção à cavidade, causando subsidência à superfície. Este tipo de subsidência pode resultar na formação de algares que podem ter centenas de metros de profundidade, criando áreas de isolamento ecológico onde podem eventualmente evoluir novas espécies de plantas e animais.

Subsidência por falhamento

Quando existem tensões diferenciais na Terra, esta podem ser libertadas por falhamento geológico da crusta frágil, ou por fluxo dúctil no manto, mais quente e fluido. Em zonas de falhamento, pode ocorrer subsidência absoluta no bloco do muro de falhas normais. De igual modo, em falhas inversas, pode ocorrer subsidência relativa no bloco de tecto.

Subsidência por contracção térmica da litosfera

Quando ocorre estiramento da litosfera, talvez devido a fenómenos de slab-pull, a litosfera adelgaça e o espaço assim criado é preenchido por astenosfera quente. Este facto, por seu lado, causa o aquecimento da crusta e a dilatação térmica dos materias seus constituintes. Com o tempo, o calor dissipa-se por radiação a partir da superfície terrestre e o gradiente térmico diminui. À medida que a temperatura baixa, a litosfera contrai-se, muitas vezes causando subsidência à superfície.

À escala da litosfera (~100 km), os efeitos isostáticos têm que ser levados em conta, uma vez que a astenosfera quente, tende a comportar-se como um fluido à escala do tempo geológico


Subsidência por ressalto isostático

A crusta flutua sobre a astenosfera, com uma parte do seu volume imersa que é proporcional ao quociente de densidades da crusta e da astenosfera. Se for adicionada massa à crusta (por exemplo, por deposição de sedimentos), pensa-se que a crusta sofre subsidência minúscula de compensação, mantendo-se o equilíbrio isostático

Subsidência causada pela extracção de fluidos ou gases

Se for extraído gás natural de um campo de gás, a pressão inicial (de até 600 bar) no campo, diminuirá com o tempo. Esta pressão de gás é também responsável pelo suporte do solo acima do campo de extracção, e se essa pressão diminui, a pressão do solo aumenta e inevitavelmente ocorre subsidência à superfície. Desde o início da exploração do campo de gás de Slochteren, Países Baixos em finais da década de 1960, o nível do solo baixou até ao momento cerca de 30 cm, numa área de cerca de 250 km2[1].

Este tipo de subsidência pode também ocorrer por extracção de outros recursos como o petróleo e água subterrânea. Exemplos de subsidência por diminuição da quantidade de água no solo são a subsidência de grande parte da Cidade do México e de zonas situadas à superfíce sobre o Aquífero de Ogallala, nos Estados Unidos.

Subsidência em meteorologia

A causa mais comum de subsidência na atmosfera terrestre são as baixas temperaturas: à medida que o ar arrefece, torna-se mais denso e move-se em direcção ao solo, do mesmo modo que o ar quente é menos denso e portanto sobe. A subsidência geralmente provoca alta pressão barométrica à medida que mais ar vai ocupando um mesmo espaço: por exemplo, as altas pressões polares são áreas de subsidência quase contínua; estas áreas de subsidência são a causa de grande parte dos ventos dominantes. A subsidência pode também causar fenómenos meteorológicos de menor escala, como a neblina matinal. Um exemplo de subsidência extrema é o das rajadas descendentes, que podem provocar danos semelhantes aos de tornados. Uma forma menos extrema de subsidência designa-se por corrente descendente
Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Subsid%C3%AAncia


http://twitter.com/aguaecidade


Rede Global de Cidades Inovadoras

http://redeci.ning.com/