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domingo, 3 de julho de 2011

Charles Bukowski

"Temos que descobrir as nossas verdades, sei que sou estranho a todos e a tudo que me cerca, alguns dizem que sou louco, outros me chamam de liberalista. Perguntam-me - por que você mente tanto? Simples, a verdade só cabe a mim, a mim e a mais ninguém. A verdade é minha. Não gosto de intelectuais com ar de superioridade médica, como se diagnosticasse um mau incurável na minha alma e meu corpo não fosse o adequado. Meu corpo é adequado, tudo que eu como aqui continua e sempre continuará, sou feliz por isso, não preciso de me auto-afirmar. Meus gostos não são muito tradicionais, fujo do costume de preferir o que está mastigado. Estou preso ao meu jeito de ser e agir, cheio de defeitos e manias que muitos detestariam, mas que eu adoro e cultivo com todo cuidado. A vida pode significar tanta coisa, tantos costumes que eu nem mesmo conheço, ou chegarei a conhecer, cheia de vazios e sem o menor sentindo, então porque não me arriscar a ser quem eu quero ser? Inferno? Não sei, não creio muito no ponto de vista de um Deus que venha a me castigar e me recuso a acreditar em um Deus que não saiba dançar. Só quem já dançou sabe o quanto é bom respirar. Ninguém é vivo sem dançar, cantar, gritar, ficar completamente louco de medo, desconfiar, desejar e transar como se fosse um animal completamente irracional. Afinal depois de tantos mestrados e doutorados, é a isso que ainda nos resumimos, simples animais entediados colocando fogo no planeta. Dizemos que amamos por que é conveniente. O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece. Dizemos que rezamos porque é confortante, e vendo toda a humanidade foder enquanto pede graças é que me faz acreditar que sou a pessoa mais inteligente e sensata do ambiente. Conheço o que me atrai e o que não quero em minhas mãos, leio palavras de homens que queriam mudar o mundo e apesar de preguiçoso e mal humorado, guardo em mim uma paixão pitoresca pela insanidade(...) Temos que descobrir as nossas verdades, quem podemos ser e então, por que não ser? " [Charles Bukowski]


http://magnatune.com/artists/albums/zephyrus-angelus/

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