segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Enrico Pieranunzi ed Enrico Rava - L'age mur
http://youtu.be/sDpKPmoRY00
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Enrico Pieranunzi ed Enrico Rava - L'age mur
domingo, 29 de setembro de 2013
CPE Bach, Flute Concerto Wq. 166 in A minor (1750) - I. Allegro assai
François Boucher - The Bird catchers
CPE Bach, Flute Concerto Wq. 166 in A minor (1750) - I. Allegro assai
http://youtu.be/rCc8cUq0Jj4************* http://www.sightswithin.com/Francois.Boucher/Page_28/
http://youtu.be/rCc8cUq0Jj4************* http://www.sightswithin.com/Francois.Boucher/Page_28/
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Annie Lennox - Ev'ry Time We Say Goodbye
Annie Lennox - Ev'ry Time We Say Goodbye
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Annie Lennox - Ev'ry Time We Say Goodbye
Alela Diane "About Farewell"
http://youtu.be/6K4IyZVxwp8
http://www.radarlisboa.fm/****************http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=86293&opiniao=Opini%EF%BF%BDo
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
The Long Road Turns To Joy
The Long Road Turns To Joy

Author:
Thich Nhat Hanh
In this small volume Ven. Thich Nhat Hanh offers the very basic practice of walking meditation
Johann Sebastian Bach
Johann Sebastian Bach: St. John Passion,
BWV 245 Nikolaus Harnoncourt (Conductor)
Tölzer Knabenchor Kurt Equiluz (Tenor, eveangelist)
Robert Holl Bass, Jesus) Concentus Musicus Wien
http://youtu.be/MFzjIe14SoA
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Lucia - Hide
"Muitas vezes nós subestimamos o poder de um toque, de um sorriso, de uma palavra amável, um pouco de compaixão , de um elogio honesto, ou o menor acto de amor, todas as coisas que poderiam transformar radicalmente a vida de alguém." - (Leo Buscaglia)
http://youtu.be/hNMmtsLx_iI
http://youtu.be/hNMmtsLx_iI
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Uma Canção Desesperada
Emerge a tua lembrança desta noite em que estou.
O rio junta ao mar o seu lamento obstinado.
Abandonado como os cais na madrugada.
É a hora de partir, ó abandonado!
Sobre o meu coração chovem frias corolas.
Ó porão de escombros, feroz caverna de náufragos!
Em ti se acumularam as guerras e os voos.
De ti bateram as asas os pássaros do canto.
Tudo devoraste, como faz a distância.
Como o mar, como o tempo. Tudo em ti foi naufrágio!
Era a hora alegre do naufrágio e do beijo.
A hora do estupor que ardia como um farol.
Ansiedade de piloto, fúria de mergulhador cego,
turva embriaguez de amor, tudo em ti foi naufrágio!
Eu fiz retroceder a muralha de sombra,
caminhei para além do desejo e do acto.
Ó carne, carne minha, mulher que amei e perdi,
a ti nesta hora húmida evoco e faço canto.
Como um copo albergaste a infinita ternura,
e o esquecimento infindo estilhaçou-se como um copo.
Era a negra, negra solidão das ilhas,
e ali, mulher de amor, teus braços me acolheram.
Era a sede e a fome, e tu foste uma fruta.
Era o luto e as ruínas, e tu foste o milagre.
Ah mulher, não sei como pudeste conter-me
na terra da tua alma e na cruz dos teus braços!
O desejo de ti foi o mais terrível e curto.
o mais revolto e ébrio, o mais tenso e ávido.
Cemitério de beijos, ainda tens fogo nas tumbas,
ainda as uvas ardem debicadas por pássaros.
Oh a boca mordida, oh os beijados membros,
oh os famintos dentes, oh os corpos trançados.
Oh a cópula louca de esperança e de esforço
em que nós nos juntámos e nos desesperámos.
E a ternura, leve como a água e a farinha.
E a palavra que quase nem nascia nos lábios.
Foi esse o meu destino e nele viajou a vontade,
e nele caiu a vontade, tudo em ti foi naufrágio!
De tombo em tombo ainda tu ardeste e cantaste.
Marinheiro de pé na proa de um navio.
Ainda floresceste em cantos, ainda rompeste em correntes.
Ó porão de escombros, poço aberto e amargo.
Pálido mergulhador cego, desventurado fundeiro,
Descobridor perdido, tudo em ti foi naufrágio!
É a hora de partir, a dura e fria hora
que a noite prende a todos os horários.
O cinturão ruidoso do mar abraça a costa.
Surgem frias estrelas, emigram negros pássaros.
Abandonado como cais na madrugada.
Apenas a sombra trémula se me torce nas mãos.
Ah para além de tudo. Ah para além de tudo.
É a hora de partir. Ó abandonado.
In Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada, Trad. de Fernando Assis Pacheco, Edições Dom Quixote
Pablo Neruda [Ricardo Eliecer Neftalí Reyes Basoalto] (n. 12 Jul 1904, Parral, Chile; m. 23 Set 1973 em Santiago, Chile).
via
http://nothingandall.blogspot.pt/
O rio junta ao mar o seu lamento obstinado.
Abandonado como os cais na madrugada.
É a hora de partir, ó abandonado!
Sobre o meu coração chovem frias corolas.
Ó porão de escombros, feroz caverna de náufragos!
Em ti se acumularam as guerras e os voos.
De ti bateram as asas os pássaros do canto.
Tudo devoraste, como faz a distância.
Como o mar, como o tempo. Tudo em ti foi naufrágio!
Era a hora alegre do naufrágio e do beijo.
A hora do estupor que ardia como um farol.
Ansiedade de piloto, fúria de mergulhador cego,
turva embriaguez de amor, tudo em ti foi naufrágio!
Eu fiz retroceder a muralha de sombra,
caminhei para além do desejo e do acto.
Ó carne, carne minha, mulher que amei e perdi,
a ti nesta hora húmida evoco e faço canto.
Como um copo albergaste a infinita ternura,
e o esquecimento infindo estilhaçou-se como um copo.
Era a negra, negra solidão das ilhas,
e ali, mulher de amor, teus braços me acolheram.
Era a sede e a fome, e tu foste uma fruta.
Era o luto e as ruínas, e tu foste o milagre.
Ah mulher, não sei como pudeste conter-me
na terra da tua alma e na cruz dos teus braços!
O desejo de ti foi o mais terrível e curto.
o mais revolto e ébrio, o mais tenso e ávido.
Cemitério de beijos, ainda tens fogo nas tumbas,
ainda as uvas ardem debicadas por pássaros.
Oh a boca mordida, oh os beijados membros,
oh os famintos dentes, oh os corpos trançados.
Oh a cópula louca de esperança e de esforço
em que nós nos juntámos e nos desesperámos.
E a ternura, leve como a água e a farinha.
E a palavra que quase nem nascia nos lábios.
Foi esse o meu destino e nele viajou a vontade,
e nele caiu a vontade, tudo em ti foi naufrágio!
De tombo em tombo ainda tu ardeste e cantaste.
Marinheiro de pé na proa de um navio.
Ainda floresceste em cantos, ainda rompeste em correntes.
Ó porão de escombros, poço aberto e amargo.
Pálido mergulhador cego, desventurado fundeiro,
Descobridor perdido, tudo em ti foi naufrágio!
É a hora de partir, a dura e fria hora
que a noite prende a todos os horários.
O cinturão ruidoso do mar abraça a costa.
Surgem frias estrelas, emigram negros pássaros.
Abandonado como cais na madrugada.
Apenas a sombra trémula se me torce nas mãos.
Ah para além de tudo. Ah para além de tudo.
É a hora de partir. Ó abandonado.
In Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada, Trad. de Fernando Assis Pacheco, Edições Dom Quixote
Pablo Neruda [Ricardo Eliecer Neftalí Reyes Basoalto] (n. 12 Jul 1904, Parral, Chile; m. 23 Set 1973 em Santiago, Chile).
via
http://nothingandall.blogspot.pt/
«Era fundamental haver uma disciplina de Métodos de Estudo»
Fernanda Carrilho: «Era fundamental haver uma disciplina de Métodos de Estudo»
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=656585
http://novomundo3.wordpress.com/2013/09/20/podera-um-livro-ajudar-alguem-a-fazer-algo-melhor/********http://www.rtp.pt/play/p340/a-hora-das-cigarras
alva noto & ryuichi sakamoto - trioon 2
alva noto & ryuichi sakamoto - trioon 2
* Saegloopur *
http://youtu.be/aJ07UT4buTY
http://youtu.be/aJ07UT4buTY
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alva noto & ryuichi sakamoto - trioon 2
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Tu És em Mim Profunda Primavera
PABLO NERUDA
Tu És em Mim Profunda Primavera
O sabor da tua boca e a cor da tua pele,
pele, boca, fruta minha destes dias velozes,
diz-me, sempre estiveram contigo
por anos e viagens e por luas e sóis
e terra e pranto e chuva e alegria,
ou só agora, só agora
brotam das tuas raízes
como a água que à terra seca traz
germinações de mim desconhecidas
ou aos lábios do cântaro esquecido
na água chega o sabor da terra?
Não sei, não mo digas, tu não sabes.
Ninguém sabe estas coisas.
Mas, aproximando os meus sentidos todos
da luz da tua pele, desapareces,
fundes-te como o ácido
aroma dum fruto
e o calor dum caminho,
o cheiro do milho debulhado,
a madressilva da tarde pura,
os nomes da terra poeirenta,
o infinito perfume da pátria:
magnólia e matagal, sangue e farinha,
galope de cavalos,
a lua poeirenta das aldeias,
o pão recém-nascido:
ai, tudo o que há na tua pele volta à minha boca,
volta ao meu coração, volta ao meu corpo,
e volto a ser contigo a terra que tu és:
tu és em mim profunda primavera:
volto a saber em ti como germino.
in "Os Versos do Capitão"
Dicho en Pacaembu (Brasil, 1945)
(Canto General)
Cuántas cosas quisiera decir hoy, brasileños,
cuántas historias, luchas, desengaños, victorias
que he llevado por años en el corazòn para decirlos, pensamientos
y saludos. Saludos de las nieves andinas,
saludos del Océano Pacífico, palabras que roe han dicho
al pasar los obreros, los mineros, los albañiles, todos
los pobladores de mi patria lejana.
Qué me dijo la nieve, la nube, la bandera?
Qué secreto me dijo el marinero?
Qué me dijo la niña pequeñita dándome unas espigas?
Un mensaje tenían: era: Saluda a Prestes.
Búscalo, me decían, en la selva o el río.
Aparta sus prisiones, busca su celda, llama.
Y si no te permiten hablarle, míralo hasta cansarte
y cuéntanos mañana lo que has visto.
Hoy estoy orgulloso de verlo rodeado
de un mar de corazones victoriosos.
Voy a decirle a Chile: “Lo saludé en el aire
de las banderas libres de su pueblo”.
Yo recuerdo en París, hace años, una noche
hablé a la multitud, vine a pedir ayuda
para España republicana, para el pueblo en su lucha.
España estaba llena de ruinas y de gloria.
Los franceses oían mi llamado en silencio.
Les pedí ayuda en nombre de todo lo que existe
y les dije: “Los nuevos héroes, los que en España luchan, mueren,
Modesto, Líster, Pasionaria, Lorca,
son hijos de los héroes de América, son hermanos
de Bolívar, de 0′Higgins, de San Martín, de Prestes”.
Y cuando dije el nombre de Prestes fue como un rumor, inmenso
en el aire de Francia: París lo saludaba.
Viejos obreros con los ojos húmedos
miraban hacia el fondo del Brasil y hacia España.
Os voy a contar aún otra pequeña historia.
Junto a las grandes minas de carbòn, que avanzan bajo el mar
en Chile, en el frío puerto de Talcahuano,
llegò una vez, hace tiempo, un carguero soviético.
(Chile no establecía aún relaciones
con la Uniòn de Repúblicas Socialistas Soviéticas.
Por eso la policía estúpida
prohibiò bajar a los marinos rusos,
subir a los chilenos.)
Cuando llegò la noche
vinieron por millares los mineros desde las grandes minas,
hombres, mujeres, niños, y desde las colinas
con sus pequeñas lámparas mineras,
toda la noche hicieron señales encendiendo
y apagando
hacia el barco que venía de los puertos soviéticos.
Aquella noche oscura tuvo estrellas:
las estrellas humanas, las lámparas del pueblo.
Hoy también desde los rincones
de nuestra América, desde México libre,
desde el Alto Perú sediento,
desde Cuba, desde Argentina populosa,
desde Uruguay, refugio de hermanos asilados,
el pueblo te saluda, Prestes, con sus pequeñas lámparas
en que brillan las altas esperanzas del hombre.
Por eso me mandaron por el aire de América,
para que te mirara y les contara luego
còmo eras, qué decía su capitán callado
por tantos años duros de soledad y sombra.
Voy a decirles que no guardas odio.
Que sòlo quieres que tu patria viva.
Y que la libertad crezca en el fondo
del Brasil como un árbol eterno.
Yo quisiera contarte, Brasil, muchas cosas calladas,
llevadas estos anos entre la piel y el alma,
sangre, dolores, triunfos, lo que deben decirse
los poetas y el pueblo: será otra vez, un día.
Hoy pido un gran silencio de volcanes y ríos.
Un gran silencio pido de tierras y varones.
Pido silencio a América de la nieve a la pampa.
Silencio: La Palabra al Capitán del Pueblo.
Silencio: Que el Brasil hablará por su boca.
Tu És em Mim Profunda Primavera
O sabor da tua boca e a cor da tua pele,
pele, boca, fruta minha destes dias velozes,
diz-me, sempre estiveram contigo
por anos e viagens e por luas e sóis
e terra e pranto e chuva e alegria,
ou só agora, só agora
brotam das tuas raízes
como a água que à terra seca traz
germinações de mim desconhecidas
ou aos lábios do cântaro esquecido
na água chega o sabor da terra?
Não sei, não mo digas, tu não sabes.
Ninguém sabe estas coisas.
Mas, aproximando os meus sentidos todos
da luz da tua pele, desapareces,
fundes-te como o ácido
aroma dum fruto
e o calor dum caminho,
o cheiro do milho debulhado,
a madressilva da tarde pura,
os nomes da terra poeirenta,
o infinito perfume da pátria:
magnólia e matagal, sangue e farinha,
galope de cavalos,
a lua poeirenta das aldeias,
o pão recém-nascido:
ai, tudo o que há na tua pele volta à minha boca,
volta ao meu coração, volta ao meu corpo,
e volto a ser contigo a terra que tu és:
tu és em mim profunda primavera:
volto a saber em ti como germino.
in "Os Versos do Capitão"
Dicho en Pacaembu (Brasil, 1945)
(Canto General)
Cuántas cosas quisiera decir hoy, brasileños,
cuántas historias, luchas, desengaños, victorias
que he llevado por años en el corazòn para decirlos, pensamientos
y saludos. Saludos de las nieves andinas,
saludos del Océano Pacífico, palabras que roe han dicho
al pasar los obreros, los mineros, los albañiles, todos
los pobladores de mi patria lejana.
Qué me dijo la nieve, la nube, la bandera?
Qué secreto me dijo el marinero?
Qué me dijo la niña pequeñita dándome unas espigas?
Un mensaje tenían: era: Saluda a Prestes.
Búscalo, me decían, en la selva o el río.
Aparta sus prisiones, busca su celda, llama.
Y si no te permiten hablarle, míralo hasta cansarte
y cuéntanos mañana lo que has visto.
Hoy estoy orgulloso de verlo rodeado
de un mar de corazones victoriosos.
Voy a decirle a Chile: “Lo saludé en el aire
de las banderas libres de su pueblo”.
Yo recuerdo en París, hace años, una noche
hablé a la multitud, vine a pedir ayuda
para España republicana, para el pueblo en su lucha.
España estaba llena de ruinas y de gloria.
Los franceses oían mi llamado en silencio.
Les pedí ayuda en nombre de todo lo que existe
y les dije: “Los nuevos héroes, los que en España luchan, mueren,
Modesto, Líster, Pasionaria, Lorca,
son hijos de los héroes de América, son hermanos
de Bolívar, de 0′Higgins, de San Martín, de Prestes”.
Y cuando dije el nombre de Prestes fue como un rumor, inmenso
en el aire de Francia: París lo saludaba.
Viejos obreros con los ojos húmedos
miraban hacia el fondo del Brasil y hacia España.
Os voy a contar aún otra pequeña historia.
Junto a las grandes minas de carbòn, que avanzan bajo el mar
en Chile, en el frío puerto de Talcahuano,
llegò una vez, hace tiempo, un carguero soviético.
(Chile no establecía aún relaciones
con la Uniòn de Repúblicas Socialistas Soviéticas.
Por eso la policía estúpida
prohibiò bajar a los marinos rusos,
subir a los chilenos.)
Cuando llegò la noche
vinieron por millares los mineros desde las grandes minas,
hombres, mujeres, niños, y desde las colinas
con sus pequeñas lámparas mineras,
toda la noche hicieron señales encendiendo
y apagando
hacia el barco que venía de los puertos soviéticos.
Aquella noche oscura tuvo estrellas:
las estrellas humanas, las lámparas del pueblo.
Hoy también desde los rincones
de nuestra América, desde México libre,
desde el Alto Perú sediento,
desde Cuba, desde Argentina populosa,
desde Uruguay, refugio de hermanos asilados,
el pueblo te saluda, Prestes, con sus pequeñas lámparas
en que brillan las altas esperanzas del hombre.
Por eso me mandaron por el aire de América,
para que te mirara y les contara luego
còmo eras, qué decía su capitán callado
por tantos años duros de soledad y sombra.
Voy a decirles que no guardas odio.
Que sòlo quieres que tu patria viva.
Y que la libertad crezca en el fondo
del Brasil como un árbol eterno.
Yo quisiera contarte, Brasil, muchas cosas calladas,
llevadas estos anos entre la piel y el alma,
sangre, dolores, triunfos, lo que deben decirse
los poetas y el pueblo: será otra vez, un día.
Hoy pido un gran silencio de volcanes y ríos.
Un gran silencio pido de tierras y varones.
Pido silencio a América de la nieve a la pampa.
Silencio: La Palabra al Capitán del Pueblo.
Silencio: Que el Brasil hablará por su boca.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Ida Miccolis e Zaccaria Marques - Miserere - O Trovador de Verdi
Ida Miccolis, Zaccaria Marques e Coro - Miserere - O Trovador, de Verdi - Theatro Muncipal do Rio, 25 de setembro de 1970 - Regência: Mário de Bruno.
http://youtu.be/IHITmRcVaEc
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Rosto
Rosto nu na luz directa.
Rosto suspenso, despido e permeável,
Osmose lenta.
Boca entreaberta como se bebesse,
Cabeça atenta.
Rosto desfeito,
Rosto sem recusa onde nada se defende,
Rosto que se dá na duvida do pedido,
Rosto que as vozes atravessam.
Rosto derivando lentamente,
Pressentindo que os laranjais segredam,
Rosto abandonado e transparente
Que as negras noites de amor em si recebem
Longos raios de frio correm sobre o mar
Em silêncio ergueram-se as paisagens
E eu toco a solidão como uma pedra.
Rosto perdido
Que amargos ventos de secura em si sepultam
E que as ondas do mar puríssimas lamentam.
Rosto suspenso, despido e permeável,
Osmose lenta.
Boca entreaberta como se bebesse,
Cabeça atenta.
Rosto desfeito,
Rosto sem recusa onde nada se defende,
Rosto que se dá na duvida do pedido,
Rosto que as vozes atravessam.
Rosto derivando lentamente,
Pressentindo que os laranjais segredam,
Rosto abandonado e transparente
Que as negras noites de amor em si recebem
Longos raios de frio correm sobre o mar
Em silêncio ergueram-se as paisagens
E eu toco a solidão como uma pedra.
Rosto perdido
Que amargos ventos de secura em si sepultam
E que as ondas do mar puríssimas lamentam.
Sophia de Mello B. Andresen
Dead Can Dance - Yulunga (Spirit Dance) http://youtu.be/v4aLw20kEc8
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
J.S.Bach Brandenburg Concertos Complete, Jordi Savall
CD1
---
Concerto I F-dur, BWV 1046
1. [Allegro]
2. Adagio
3. Allegro
4. Menuetto & Trio; Polacca & Trio
Concerto II F-dur, BWV 1047
5. [Allegro]
6. Andante
7. Allegro assai
Concerto III G-dur, BWV 1048 (33:45)
8. [Allegro]
9. Adagio
10. Allegro
CD2
---
Concerto IV G-dur, BWV 1049
1. Allegro
2. Adante
3. Presto
Concerto V D-dur, BWV 1050
4. Allegro
5. Affettuoso
6. Allegro
Concerto VI B-dur, BWV 1051
7. [Allegro]
8. Adagio ma non tanto
9. Allegro
Le Concert des Nations & La Capella Reial de Catalunya, Jordi Savall
http://youtu.be/67_sFLXcWII
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J.S.Bach Brandenburg Concertos Complete,
Jordi Savall
Que ya viví, que te vas - (Silvio Rodríguez)
Dejé pasar unas horas
por si se huía tu sueño.
Durmiendo la veladora
tu tiempo se entró en mi tiempo
y, en fin, la guitarra sola
gira contigo en el centro.
Creo que la luna ya es muy alta
y en la caricia falta
un viaje a la humedad.
Creo que de noche me despierto
con frío, al descubierto,
tanteando oscuridad.
Creo que la lluvia está cayendo
y no voy sonriendo
dejándome mojar.
Creo que me va a quitar el sueño
un dedo aquí, un labio allá,
que te perdí, que ya no estás,
que ya viví, que te vas.
Dejé pasar unas horas,
pupila veladora,
por si me daba igual.
Tu tiempo se metió en mi tiempo,
momentos y momentos
que no quieren pasar.
Y he aquí que la guitarra
vuelve a soltar amarras,
canta y gime al volar.
http://youtu.be/ccVHZd24PnY
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que te vas - (Silvio Rodríguez),
Que ya viví
"What if I forgave myself?
Feliz aniversário para Cheryl Strayed, nascido em Spangler, Pensilvânia neste dia em 1968.
"E se eu me perdoou? Pensei. Que se eu me perdoou, mesmo que eu tivesse feito algo que eu não deveria ter? Que se eu era um mentiroso e uma fraude e não havia nenhuma desculpa para o que eu tinha feito diferente porque era o que eu queria e precisava fazer? e se eu fosse muito, mas se eu pudesse voltar no tempo eu não faria nada diferente do que eu tinha feito? e se eu realmente queria transar com cada um daqueles E se os homens? heroína me ensinou alguma coisa? E se sim era a resposta certa, em vez de não? E se o que me fez fazer todas aquelas coisas que todos achavam que eu não deveria ter feito era o que também me tem aqui? E se eu nunca fui redimidos? E se eu já era? "
- Cheryl Strayed, Wild: A partir de Lost Encontrado na Pacific Crest Trail
Happy birthday to Cheryl Strayed, born in Spangler, Pennsylvania on this day in 1968.
"What if I forgave myself? I thought. What if I forgave myself even though I'd done something I shouldn't have? What if I was a liar and a cheat and there was no excuse for what I'd done other than because it was what I wanted and needed to do? What if I was sorry, but if I could go back in time I wouldn't do anything differently than I had done? What if I'd actually wanted to fuck every one of those men? What if heroin taught me something? What if yes was the right answer instead of no? What if what made me do all those things everyone thought I shouldn't have done was what also had got me here? What if I was never redeemed? What if I already was?”
― Cheryl Strayed, Wild: From Lost to Found on the Pacific Crest Trail
That it will never come again
That it will never come again
Is what makes life so sweet.
Believing what we don't believe
Does not exhilarate.
That if it be, it be at best
An ablative estate --
This instigates an appetite
Precisely opposite.
-- Emily Dickinson
Is what makes life so sweet.
Believing what we don't believe
Does not exhilarate.
That if it be, it be at best
An ablative estate --
This instigates an appetite
Precisely opposite.
-- Emily Dickinson
François-René Duchâble plays Bach's BWV639
http://youtu.be/RLPH4-AfSU0
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François-René Duchâble plays Bach's BWV639
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Sidney Bechet - "Si tu vois ma mère"
http://youtu.be/HkdCr9HlRE0
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Sidney Bechet - Si tu vois ma mère
A Promiscuidade Tira a Vontade
A Promiscuidade Tira a Vontade
"O que é a experiência? Nada. É o número dos donos que se teve. Cada amante é uma coronhada. São mais mil no conta-quilómetros. A experiência é uma coisa que amarga e atrapalha. Não é um motivo de orgulho. É uma coisa que se desculpa. A experiência é um erro repetido e re...re-petido até à exaustão. Se é difícil amar um enganador, mais difícil ainda é amar um enganado.
Desengane-se de vez a rapaziada. Nenhuma mulher gosta de um homem «experiente». O número de amantes anteriores é uma coisa que faz um bocadinho de nojo e um bocadinho de ciúme. O pudor que se exige às mulheres não é um conceito ultrapassado — é uma excelente ideia. Só que também se devia aplicar aos homens. O pudor valoriza. O sexo é uma coisa trivial. É por isso que temos de torná-lo especial. Ir para a cama com toda a gente é pouco higiénico e dispersa as energias. Os seres castos, que se reprimem e se guardam, tornam-se tigres quando se libertam. E só se libertam quando vale a pena. A castidade é que é «sexy». Nos homens como nas mulheres. A promiscuidade tira a vontade.
Uma mulher gosta de conquistar não o homem que já todas conquistaram, saquearam e pilharam, mas aquele que ainda nenhuma conseguiu tocar. O que é erótico é a resistência, a dificuldade e a raridade. Não é a «liberdade», a facilidade e a vulgaridade. Isto parece óbvio, mas é o contrário do que se faz e do que se diz. Porque será escandaloso dizer, numa época hippificada em que a virgindade é vergonhosa e o amor é bom por ser «livre», que as mulheres querem dos homens aquilo que os homens querem das mulheres? Ser conquistador é ser conquistado. Ninguém gosta de um ser conquistado. O que é preciso conquistar é a castidade."
Miguel Esteves Cardoso, in 'As Minhas Aventuras na República Portuguesa'
"O que é a experiência? Nada. É o número dos donos que se teve. Cada amante é uma coronhada. São mais mil no conta-quilómetros. A experiência é uma coisa que amarga e atrapalha. Não é um motivo de orgulho. É uma coisa que se desculpa. A experiência é um erro repetido e re...re-petido até à exaustão. Se é difícil amar um enganador, mais difícil ainda é amar um enganado.
Desengane-se de vez a rapaziada. Nenhuma mulher gosta de um homem «experiente». O número de amantes anteriores é uma coisa que faz um bocadinho de nojo e um bocadinho de ciúme. O pudor que se exige às mulheres não é um conceito ultrapassado — é uma excelente ideia. Só que também se devia aplicar aos homens. O pudor valoriza. O sexo é uma coisa trivial. É por isso que temos de torná-lo especial. Ir para a cama com toda a gente é pouco higiénico e dispersa as energias. Os seres castos, que se reprimem e se guardam, tornam-se tigres quando se libertam. E só se libertam quando vale a pena. A castidade é que é «sexy». Nos homens como nas mulheres. A promiscuidade tira a vontade.
Uma mulher gosta de conquistar não o homem que já todas conquistaram, saquearam e pilharam, mas aquele que ainda nenhuma conseguiu tocar. O que é erótico é a resistência, a dificuldade e a raridade. Não é a «liberdade», a facilidade e a vulgaridade. Isto parece óbvio, mas é o contrário do que se faz e do que se diz. Porque será escandaloso dizer, numa época hippificada em que a virgindade é vergonhosa e o amor é bom por ser «livre», que as mulheres querem dos homens aquilo que os homens querem das mulheres? Ser conquistador é ser conquistado. Ninguém gosta de um ser conquistado. O que é preciso conquistar é a castidade."
Miguel Esteves Cardoso, in 'As Minhas Aventuras na República Portuguesa'
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Jason Molina - Don't It Look Like Rain
http://youtu.be/LghRPODxqJQ
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Jason Molina - Don't It Look Like Rain
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Dream a Better Way
Tim Hanauer
You have never been so happy
Dancing, swinging, laughing at me
Smile on your face
Is happiness for days
Spin around you say
Tangled up together in this place
Tomorrow is going on forever
Couldn't even dream a better way
You are everything I need
Happy ever after we'll be
Couldn't even dream a better way
All that you say
All that you mean to me
All that you say counts all out yesterday's
Couldn't even dream a better way
I have never been so happy
Dancing, swinging, laughing at me
Smile on my face
Is happiness for days
Flowers in the garden grove
Sun will shine, it must be love
All our days, growing up old together
Couldn't even dream a better way
Sonho uma maneira melhor
Tim Hanauer
Você nunca esteve tão feliz
Dançando, balançando, rindo de mim
Sorriso em seu rosto
É felicidade para os dias
Girar em torno de você dizer
Enroscado juntos neste lugar
Amanhã vai para sempre
Não podia nem sonhar uma maneira melhor
Você é tudo que eu preciso
Nós vamos ser felizes para sempre
Não podia nem sonhar uma maneira melhor
Tudo o que você diz
Tudo o que você significa para mim
Tudo o que você diz conta tudo de ontem
Não podia nem sonhar uma maneira melhor
Eu nunca fui tão feliz
Dançando, balançando, rindo de mim
Sorriso no meu rosto
É felicidade para os dias
Flores no Jardim da Cova
Sol vai brilhar, deve ser amor
Todos os nossos dias, crescendo juntos velho
Não podia nem sonhar uma maneira http://youtu.be/PdUQYno8SU8
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Leontina, de Boris Peters
Leontina, de Boris Peters
«Como o título argentino exibido na noite anterior, o longa estrangeiro da competição na terça-feira também foi um documentário. O chileno Leontina (2012) acompanha o cotidiano de uma solitária octogenária que vive no sul do país _ a avó do diretor, que dá nome ao filme. Leontina guarda um segredo que aos poucos vai sendo revelado: há 50 anos, o marido desapareceu a bordo de um barco – e desde então a decidida senhora nunca mais quis rever o vizinho mar. O cineasta Boris Peters contrasta a domesticidade da casa da avó com a beleza selvagem das paisagens meridionais do Chile e a vastidão do mar. Tanto no detalhe quanto no plano geral, Leontina, o filme, procura extrair lirismo das imagens – a sensível direção de fotografia é um dos destaques da produção. Peters ousa – e acerta – ao literalmente desnudar a avó, filmando de perto a protagonista no banho, expondo na tela a ação do tempo em seu corpo. Essas cenas íntimas remetem aos retratos de despojada humanidade que caracterizam a pintura de Lucian Freud _ e os closes de Leontina dormindo em um hospital assemelham-se aos desenhos da impressionante série Minha Mãe Morrendo, do artista brasileiro Flávio de Carvalho.»
v/ http://abraccine.wordpress.com/2012/08/********** http://www.adorocinema.com/filmes/filme-210388/trailer-19373867/
Etiquetas:
de Boris Peters,
Documentário,
Leontina
terça-feira, 10 de setembro de 2013
"When David Heard" By: Eric Whitacre (from the album "Water Night)
When David heard that Absalom was slain, he went up into his chamber over the gate and wept, and thus he said, "My son, my son, O Absalom my son, would God I had died for thee! O Absalom, my son, my son""
"Quando Davi ouviu que Absalão foi morto, ele subiu em sua câmara por cima da porta e chorou , e, portanto, ele disse: "Meu filho, meu filho , Absalão , meu filho, que Deus tinha morrido por ti ! Absalão, meu filho , meu filho!"
http://www.trendencias.com/*********http://youtu.be/P62p0GczDew
Etiquetas:
Eric Whitacre,
from the album,
Water Night,
When David Heard
domingo, 8 de setembro de 2013
sábado, 7 de setembro de 2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
anatomia d' BEIJO
anatomia d' BEIJO ( dedicado)
nos lóbulos conspiram se todos
os argumentos
debate s o coração do corpo febril
redil do espaço labiríntico dos desejos onde tudo...
se move e maquinam até
adiados beijos
encefálico elementar raciocínio dos lábios
amar amorosos
enquanto ardente e mudo
no recorte auricular bate
s abate ventricular
a emoção
Helena Branco, dos ( versos inuteis )
nos lóbulos conspiram se todos
os argumentos
debate s o coração do corpo febril
redil do espaço labiríntico dos desejos onde tudo...
se move e maquinam até
adiados beijos
encefálico elementar raciocínio dos lábios
amar amorosos
enquanto ardente e mudo
no recorte auricular bate
s abate ventricular
a emoção
Helena Branco, dos ( versos inuteis )
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Sílvia - Marissa Nadler
Sílvia
Marissa Nadler
Sílvia, Sílvia, Sílvia,
I met you in the belly of a whale
Sílvia, Sílvia, Sílvia
Oh where did you fail
Time passes slowly in the daylight
But I do not want to die
I met you in the belly of a wicked rhyme
And I read all your letters I could find
And the water is your friend
The water is your friend
And down and down and down you go
Gonna buy you a red dress,
And put feathers in your hair
And resurrect the finer things
I lost when you disappeared
Breaking on the daylight
They put flowers round your grave
And I sang a silly song for you
Hey hey hey hey hey
Sílvia, Sílvia
Sílvia, Sílvia, Sílvia
I met you in the belly of a whale
Sílvia, Sílvia, Sílvia,
Oh where did you fail
And the water is your friend
The water is your friend
And down and down and down you go
Gonna buy you a red dress
And put feathers in your hair
And resurrect the finer things
I lost when you disappeared
Breaking on the daylight
They put flowers round your grave
And I sang a silly song for you
Hey hey hey hey hey
Sílvia, Sílvia
http://youtu.be/As5Qe3sT__c
J. S. Bach - Trio Sonata for Flutes and Continuo in G Major BWV 1039
http://www.youtube.com/watch?v=DlPYsKMRlYo&feature=share&list=PL4FCA5C9AA0CDBDE4
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